Star Fantasy – Capítulo 1

Olá, pessoal! Depois da postagem da Crônica de Voktar, uma antiga história que rabisquei vários anos atrás, resolvi publicar um segundo texto.

Na verdade estou fazendo isso como um exercício criativo pois não sou um escritor de verdade. Sentei hoje na frente do PC, escrevi o texto e estou publicando, com pouca revisão. Fiquem a vontade para opinar a respeito e fazer críticas. Então, lá vai!

Uma chuva fina caía quando Roger chegou em casa. Encharcado após esquecer mais uma vez onde havia deixado seu guarda-chuva, teve um pouco de dificuldades para retirar sua chave, pendurada em um chaveiro em forma de X-Wing, de sua mochila. Após alguns minutos de batalha ele finalmente conseguiu entrar no hall de seu prédio, um local apertado que consistia apenas em um pequeno corredor com uma planta mal cuidada em um vaso de um lado e quatro caixas postais do outro. Na segunda caixa, a correspondente ao número 201, Roger notou um pacote envolto em um papel pardo que mal cabia no espaço. O pacote possuía mais ou menos o tamanho de um caderno de vinte matérias, daqueles populares no início dos anos 2000. Um sorriso brotou em seu rosto – Finalmente – ele disse.

Após subir o lance de escadas e entrar, ainda pingando, em seu apartamento Roger jogou sua mochila em cima de uma cadeira e foi direto para sua sala. O apartamento era apertado e escuro, com uma sala decorada com um DeLorean de De Volta para o Futuro, escala 1:25, ao lado de uma TV de 50 polegadas e um vídeo game. Alguns quadros de filmes e jogos cobriam as paredes e um sofá antigo estava posicionado abaixo de uma janela se cortinas, que exiba a persistente chuva. Além da sala havia um banheiro simples, um quarto com uma cama e uma arara cheia de roupas, com uma bem posicionada pilha para lavar, no chão, e uma cozinha entulhada de louças para lavar. O fim de semana estava chegando, as louças não iriam esperar muito mais para ter sua atenção. Era sexta-feira, a oitava desde que se mudara da casa dos seus pais no Brasil para Londres, local onde iniciava sua faculdade de Direito e pegava alguns bicos em restaurantes pouco fiscalizados. Ele não fazia ideia do porquê estava cursando Direito mas seu pai era um renomado advogado e aquilo parecia ser o caminho mais lógico para se seguir.
Após pegar um pedaço de pizza fria na geladeira Roger cruzou a sala até seu rack, posicionado em frente ao sofá. Enquanto sua TV e seu PlayStation inicializavam ele pegou o pacote recém chegado e começou a abrir, rasgando a embalagem. Era exatamente o que ele esperava. Finalmente estava ali em suas mão uma cópia de Star Fantasy, fruto de um Crowfunding que ele participara recentemente. O projeto possuía uma meta baixa então ele sabia que não deveria esperar muita coisa mas jogos simples, com mecânicas e gráficos antigos, agradavam muito a ele. Agradavam tanto que ele foi o único a contribuir com a cota máxima de quinze libras, algo próximo a cem reais. Era fácil encontrar com o que gastar o dinheiro que recebia mensalmente de seu pai. A cota paga lhe dava direito a ser o beta tester do jogo, ou seja, ninguém tinha acesso antes dele àquele jogo. Não que alguém quisesse ter, a bem da verdade. Após inserir o jogo no vídeo game a tela ficou preta por alguns instantes e as palavras Star Fantasy finalmente surgiram na tela, com letras amarelas berrantes à frente de uma paisagem formada por montanhas e um céu azul. O nome era claramente genérico, uma mistura de Phantasy Star com Final Fantasy, e tudo era extremamente pixelado. Roger adorava isso.

QUAL É O SEU NOME, GUERREIRO?

A frase surgira no topo da tela com um alfabeto completo abaixo. Após percorrer o caminho pelas letras durante alguns instantes finalmente Roger confirmou o nome de seu personagem: Artoo Detoo. Ele realmente era fã de Star Wars. A próxima tela era a seleção de aparência. Essa era uma parte que sempre o fazia se sentir livre pois sua aparência normal, um ruivo levemente acima do peso de estatura baixa estava longe de ser o estereótipo de um guerreiro. Apenas três opções estavam na tela: Um loiro, que lembrava Van Damme em O Grande Dragão Branco, um barbudo musculoso que, exceto pela barba, assemelhava-se muito ao Drax dos filmes Guardiões da Galáxia e um rapaz esguio, com roupa de skatista, que lembrava o personagem Rocket Racer, da Marvel. Após dar uma mordida na pizza e limpar a mão na calça ele não pensou duas vezes e selecionou o Van Damme genérico. Era hora de bota para quebrar.
Após uma tela de carregamento o jogo finalmente começou. Os gráficos, que lembravam muito os antigos jogos criados com RPG Maker 2000, começaram a passar pela tela na forma de vales e montanhas com pequenos vilarejos. Uma chuva agradável envolvia toda a paisagem enquanto uma sombria narração se desenrolava. – Há muito tempo Staria vivia em uma paz serena. Todos os humanos e criaturas viviam em harmonia até que um entre todos foi dominado pela ganância e ambição. – de repente surgiram trovões e, após a tela escurecer um pouco, incêndios começavam a surgir por todos os vilarejos –Durante anos o terrível mago Valario escravizou e matou muitas pessoas. Com suas criaturas grotescas ele era invencível e reinava como um rei do terror. – A tela mudou para cinco guerreiros, cada um com uma armadura diferente, avançando na sala do trono de um castelo todo negro e encontrando com um mago sentado no trono – Mas o reino de Valario estava próximo do fim. Cinco bravos jovens se uniram lutaram bravamente contra o tirano. Incapazes de matar o mago, o aprisionaram com um encanto em conjunto. Finalmente o reino de terror havia chegado a ao fim, findando seu domínio sobre Staria – Na tela os cinco heróis formam um círculo em torno do mago, com os braços levantados, até ele começar a brilhar e, de repente, desaparecer em uma luz que envolveu toda a tela, deixando-a branca. –. Porém, antes de morrer Valario invocou um encanto, desaparecendo em uma grande explosão de luz que transformou os cinco guerreiros em cristais – Apenas o círculo de cristais podia ser visto agora na tela. A tela começou a escurecer e então os dizeres DIAS ATUAIS eram exibidos. – Eu não acredito que paguei quase cem reais em mais um jogo de história genérica – resmungou Roger em voz alta enquanto lambia os dedos para retirar os últimos resquícios de pizza que estavam lá.

A tela agora mostrava uma cidade vista de cima, como uma visão de satélite. Curiosamente a resolução já era bem maior, semi realista, o que fez brotar um pingo de esperança na mente de Roger. A câmera começou a descer, aproximando-se do solo e ele notou que, coincidentemente, era Londres. A câmera continuou fazendo seu caminho até atingir o nível do solo e se posicionar como se fosse a visão em primeira pessoa de um avião a 2 metros do chão. Voando em alta velocidade, contornando vários prédios e invadindo cada vez mais as ruas secundárias da cidade numa velocidade alucinante, que já fizera Roger perder a noção de localização, ela finalmente parou focada em uma janela. Essa janela parecia muito com a de Roger. A câmera então deu uma acelerada e passou pela janela, mostrando um homem semelhante ao Van Damme sentado num sofá com um controle de vídeo game nas mãos observando a tela de uma TV. Roger levou a mão na testa, curioso, e notou que o personagem na tela fez exatamente o mesmo movimento.

– Interessante…

Até a próxima!

Box para Download de Marvel Millennium: X-Men

Estamos de volta com mais um box da linha Ultimate: Marvel Millennium: X-Men!

Esse box é destinado aos dois encadernados publicados pela Panini no início dos anos 2000, que reuniam os primeiros arcos da revista originalmente publicados em Marvel Millennium: Homem-Aranha. Infelizmente tivemos apenas duas edições.

Links para download:

SRA3

Nesse formato o box está em uma folha SRA3 (32 x 45 cm), encontrada facilmente em gráficas. A tampa ficou separada em uma folha A4.

Clique na imagem para baixar

A3

Como alternativa, disponibilizo também em A3, folha mais comum, com o box dividido em duas folhas.

Clique na imagem para baixar

Para dicas de como montar, dê uma olhada no post de A Queda do Morcego pois expliquei em detalhes por lá.

Se gostou dessa iniciativa de liberar os boxes gratuitamente, e quer dar aquele apoio maroto, vem ser nosso padrinho ou madrinha. Tem até recompensas, como poder sugerir boxes, receber alguns impressos em casa e até participar de sorteios!

Se você montar os boxes envie fotos lá na Fanpage!

Comentem aí quais outros boxes querem que eu disponibilize por aqui

Gostaria de falar um pouco sobre Dragon Ball

Nasci em 1989 e, apesar da febre que Cavaleiros dos Zodíaco foi em meados de 1994, eu era muito novo na época. Lembro-me pouquíssimo do anime, imagino por que meus pais também não me deixavam ver muito, então acabei nunca entrando na febre. Nos anos que se seguiram lembro de ter visto Dragon Ball no SBT esporadicamente e, junto com Fly, eu me divertia muito por serem desenhos bem diferentes dos outros que dividiam a programação. Na época eu não fazia ideia do que era anime ou coisas do tipo.

Chegou 2000, fui para a quinta série (atualmente acredito que seja a sexta) e, pela primeira vez, passei a estudar de manhã. A princípio, sem TV por assinatura (só fui ter isso depois de casar), foi meio triste pois todos os desenhos passavam de manhã. Com o tempo consegui compensar isso com meu velho vídeo cassete que gravava, conforme programação que criei, em EP toda a programação de quatro horas da Globo da manhã, mas foi antes disso que Dragon Ball retornou para o meu dia a dia. Sem ter o que assistir eu ficava revezando entre Cinema em Casa e Sessão da Tarde quando, num certo dia, resolvi colocar na Band. E lá estava Dragon Ball Z sendo transmitido, completamente solto na programação da tarde. Demorei um pouco a entender o que estava havendo, visto que eu só conhecia aqueles personagens como crianças, uma vez que o SBT nunca exibiu Dragon Ball completo. Passei a assistir diariamente e logo entendi que se tratava da continuação, Dragon Ball Z, com os personagens adultos, com filhos e etc. Aquilo me fisgou instantaneamente.

Passei a assistir do ponto em que encontrei. Se não engano estavam lutando contra as Forças Especiais Ginyu. Eu não conhecia ninguém que assistia e não haviam revistas falando a respeito então demorou algumas semanas para eu comentar na escola e, ao poucos, fui descobrindo que eu não era o único. Nos meses que se seguiram uma a uma foram surgindo revistas sobre o tema, como AnimeDO e Ultra Jovem que, claro, eu comecei a comprar sempre que via. A experiência foi muito legal pois foi a partir daí que a febre do anime, esquecida após tantos anos do fim de Cavaleiros dos Zodíaco, retornou com força total. A Band criou um programa para exibir seus animes, o Band Kids, a Globo começou a correr atrás do prejuízo, a Conrad começou a lançar os mangás (onde, pela primeira vez, conheci a história de DB completa) e, com o tempo, a febre estava instalada. A onda foi tão forte que, com o tempo, a Globo pegou tudo para ela, exibindo Dragon Ball, Dragon Ball Z (a princípio continuando de onde a Band parou, apesar de ter ignorado a parte do Paikuhan, e depois reexibindo retalhadamente desde o início) e Dragon Ball GT, que nem me dei ao trabalho.
Acabei não comentando sobre Pokémon mas ele, juntamente com Dragon Ball Z, foram as duas pernas que movimentaram essa nova onda de animes no Brasil.

O que eu mais gostava de Dragon Ball era a evolução dos personagens. Goku começara como criança, foi criando amizades, relacionamentos e chegou a ter filhos. Eu me identificava pra caramba com o Gohan, apesar de eu não ser tão chorão (até usava o nick Mystic Gohan no bate papo do UOL). A ideia do pai passando o bastão para o filho era muito legal, o que é concretizado no fim da saga Cell. Infelizmente os fãs não curtiram muito e o Gohan virou um bosta da saga do Boo em diante. Recentemente Dragon Ball Z voltou com força total, graças a fase Super, resgatando os antigos fãs que esperavam, há tempos, retirar o gosto ruim que o GT deixou. E, felizmente, a série tem se mostrado promissora, já tendo ultrapassado os 100 episódios.

No fim das contas me propus a falar sobre Dragon Ball mas meus dedos decidiram transferir para vocês essa minha experiência com a série, relembrando de maneira nostálgica como essa série me influenciou e, imagino eu, também impactou várias pessoas. Acabei escrevendo sobre o que veio à cabeça, então me desculpe se acabou sendo uma propaganda enganosa. Mesmo podendo assistir tudo hoje fica na memória essa época mais simples, onde saíamos da escola para assistir o episódio do dia, nos divertindo ao invés de sermos pseudo-críticos. Eram tempos mais simples, mais divertidos e imensamente saudosos.

Box para Download de Grandes Astros Superman

Em janeiro de 2007 chegava ao Brasil a minissérie Grandes Astros Superman e, hoje, o box para guardá-la está disponível para vocês!

A história, publicada originalmente em 2006 nos Estados Unidos, ganhou após a confecção desse box uma versão encadernada pela Panini em 2012. Mesmo assim decidi liberar o arquivo para download pois muitos ainda possuem a versão em 12 edições publicadas no passado. Ah, nem estou entrando em detalhes sobre a história por que todo mundo que interessou pelo box já deve conhecer, né? (na verdade é por que estou correndo contra o tempo aqui e não deu tempo de montar um resumo). Morrison e Quitely, isso já diz bastante!

Downloads!

Segue box em duas versões para download:

SRA3

Nesse formato o box está em uma folha SRA3 (32 x 45 cm), encontrada facilmente em gráficas. A tampa ficou separada em uma folha A4.

Clique na imagem para baixar

A3

Como alternativa, disponibilizo também em A3, folha mais comum, com o box dividido em duas folhas.

Clique na imagem para baixar

Para dicas de como montar, dê uma olhada no post de A Queda do Morcego pois expliquei em detalhes por lá.

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Box para Download de Camelot 3000

Olá pessoal! Chegou a hora de trazer mais um box das antigas, um dos primeiros que criei quase dez anos atrás. Com vocês, Camelot 3000!

No passado fiz esse post falando sobre a série e incluí mais fotos do box, então dêem uma olhada lá para mais informações. Aqui focarei nos links para vocês baixarem e montarem os seus.

Seguem as duas opções de download:

A3

Cada box está contido em uma única folha A3, formato comum em gráficas.

Clique na imagem para baixar

A4

Nessa versão, cada box foi dividido em duas folhas A4 cada, para facilitar ainda mais a impressão.

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Para dicas de como montar, dê uma olhada no post de A Queda do Morcego pois expliquei em detalhes por lá.

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